Metodologia do projeto

Por se tratar de um projeto participativo, atentamos para a ideia de que não queremos estender algo até a comunidade. Somente a técnica e teoria da universidade não seria suficiente para o que acreditamos ser a construção do conhecimento inserido em um projeto de extensão universitária. Portanto, para propor as atividades, nos orientamos por etapas que entendemos serem importantes para a construção do projeto. Durante a elaboração do primeiro bloco de atividades, chegamos à conclusão de que nossa aproximação com as crianças e a liderança da Ciranda deveria ser o passo inicial para os primeiros contatos do coletivo. Além da possibilidade de nos conhecermos, vemos essa aproximação como parte do processo de desenvolvimento conjunto do trabalho. A partir deste passo, a proposta foi conhecer a realidade das brincadeiras e dos espaços das crianças. Queríamos observar de que modo elas vêem e se apropriam da Ciranda e da comuna. Assim, essa segunda etapa é essencial para a construção do projeto, já que vamos intervir em um lugar pertencente a elas. Nossa intenção é de que os espaços recreativos participem da realidade das crianças, de maneira que integre o que elas entendem por brincar. A etapa seguinte é a própria construção dos espaços para brincar. A proposta de trabalho foi dividida nas três etapas descritas acima, que chamamos de blocos 1, 2 e 3. Em cada um dos blocos realizamos diferentes atividades com as crianças, de modo que cada parte necessita da outra para se desenvolver. O bloco 1 teve como tema ‘Apresentação e aproximação às crianças’. Neste bloco, nossa intenção foi nos apresentarmos às crianças como um coletivo extensionista que se propunha a desenvolver atividades junto à liderança da Ciranda e conhecermos do que as crianças brincam. Inicialmente não dissemos a eles sobre a construção de um parquinho a fim de não criar nelas expectativa, considerando as eventuais dificuldades e atrasos no decorrer do projeto, além de não termos ainda algo pensado como resultado de projeto.

O tema do bloco 2 foi ‘Exploração dos espaços da comuna’. Nesta etapa do projeto, propusemos atividades em que as crianças nos apresentassem a comuna a partir de um mapa feito por elas mesmas e de uma deriva. Na ultima atividade, as crianças recriaram espaços a partir de tecidos e papelões para uma guerra de bexigas. Estamos agora em processo de preparação da terceira etapa das atividades. Para o bloco 3 temos a intenção de envolver não somente as crianças e adolescentes, mas o pais e outros moradores da comuna. O envolvimento dos pais possibilita nossa aproximação junto a eles, desenvolve um senso de apropriação e responsabilidade do que está sendo construído e, com isso, o desejo de uso e preservação. Assim, o momento da construção participativa acontece para a geração de um produto e também para a própria valorização do que está sendo desenvolvido. Propomos uma diretriz de projeto que tem como princípio o contato com as crianças, de modo que desenvolvamos um trabalho que explore o que há de possibilidade no espaço da comuna e que seja comum às crianças.

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